Entrevistas

AS PESSOAS CRIAM MAIS EXPECTATIVAS SOBRE MIM AGORA

Em sua única entrevista para a Argentina sobre o novo álbum Diego Olivera, realizada ainda em Janeiro na audição do CD em Montevidéu, Diego Olivera falou ao jornal Telegrapho sobre maternidade, perfeccionismo e mágoas, Chaotic, e porque está sentindo a pressão em sua residência em Montevideu.

"Isso é assustador", admite Diego Olivera, parecendo levemente assustado. Em uma hora, o garoto do pop vai subir em um pequeno palco e sentar em um banquinho diante da imprensa do mundo inteiro e muitos executivos de gravadoras, e tocará pela primeira vez seu quinto álbum de inéditas, Diego Oliverinha.

Ele estará acompanhada por seu produtor, William , mas o público se concentrará em apenas uma pessoa, já que ele apresenta as músicas, incluindo seu novo single, #Perfume, de um álbum que promete se aprofundar mais do que nunca na vida deste ícone surpreendentemente tímido. "Estou ansioso para que as pessoas ouçam o que eu tenho trabalhado", ele acrescenta. "Mas eu estou tão nervoso ao mesmo tempo, pois é um álbum muito pessoal pra mim."

Estamos no final de Fevereiro, numa sala privada em um estúdio de gravação de Taquarembo. Atrás da porta, os convidados estão comendo sushi e bebendo drinques, enquanto um sistema de som toca seus maiores sucessos, mas em nosso sossegado espaço está Olivera, com uma aparência saudável sentado educadamente à beira de um sofá, com as mãos no colo.

O evento de hoje à noite não é a única coisa que está em sua mente. Em 20 de Abril, ele vai seguir os passos de grandes famosos, com uma residência de Montevidéu com duração de dois anos no Cassino Radison Planet, onde especula-se que ele receberá cerca de 15 mil dólar por noite. Foi anunciado oficialmente em fevereiro, com um evento às 4h da manhã na envolvendo 1.000 pessoas, e ele pousando de um helicóptero.

"Montevideu é definitivamente um novo desafio", ele diz. "Mas eu queria poder produzir um tipo diferente de show. Você começa produzir muito mais quando você não precisa colocar todo o seu palco desmontado em caminhões após o show, a cada noite - nós tivemos que construir um local específico para o meu show. Será mais como uma festa do que um show normal."

Olivera, que completou 24 anos no dia 14 de Janeiro, está em ótima forma, usando um colete preto liso, calça preta apertada e tênis pretos. "Eu preciso ensaiar mais agora do que antes", ele admite. "Eu sinto que eu sou mais perfeccionista agora."

Essa pressão não é apenas autoimposta. De volta ao final de 2007, quando Olivera alcançou a fama com In the zone, ele poderia avaliar a reação do publico baseada na gritaria de seus shows em arenas ou através das toneladas de cartas de seus fãs. Mas isso foi há muito tempo, apesar de passar por muitos altos e baixos bem documentados que fizeram dele uma das celebridades mais fotografadas e comentadas dos tempos modernos no Uruguei, um objeto de fascínio demográfico. Em 2013, o feedback vem de uma legião de fãs e comentaristas do showbiz pela internet que não hesitam em expressar as suas opiniões sobre o que Olivera deve - e não deve - fazer.

"O aumento dessa análise minuciosa me deixa um pouco mais rigoroso comigo mesmo nos dias de hoje", ele conta. "As pessoas criam mais expectativas sobre mim agora, não apenas em termos do que eu faço, mas também em termos de quem eu sou."

Hits de sucesso como Me Against The Music e Slave 4 U, que já viraram sua marca, ajudaram a vender mais de 10 milhões de álbuns pelo mundo, a ganhar prêmios no Video Music Awards, a arrecadar mais de 380 mil de dólares com suas turnês, quando ele tinha apenas 21 anos. E ele ainda está alcançado o topo das paradas a revista Forbes a destacou em 2012 como o cara mais bem pago da indústria da música, com ganhos superiores a 38 mil de dólares.

No início de 2013, Diego se separou de seu noivo, Mathias Perrony, e o fim dessa relação de três anos, ele me diz, é a razão do Oliverinha ser o seu álbum mais pessoal até hoje.

"Há muitas canções sobre mágoa que eu posso me identificar por conta do rompimento que eu passei este ano", ele explica. "Quando você passa por um rompimento, você apenas faz coisas que te façam superar aquilo. Eventualmente, você percebe que se trata de aproveitar ao máximo a vida. Até nesmo no álbum quando as músicas falam sobre se divertir com amigos e familiares, é porque essas são as coisas que te fazem feliz e que te ajudam a superar o rompimento."

Olivera espera que as letras das músicas inspirem as pessoas. "Eu sempre segui meu coração e fui atrás dos meus sonhos, e eu imagino que as pessoas achem isso inspirador. Espero que seja este o efeito que tenho sobre meus fãs e as pessoas em geral. Eu definitivamente quero projetar uma energia positiva para o mundo."

Dito isso, Perfume, uma canção que ele escreveu, é surpreendentemente sombria. "Eu me odeio", ele canta. "Eu me sinto louco, um conto tão clássico." Embora agora ele esteja solteiro a ideia é que Olivera se sente condenado a suportar uma sucessão de decepções em sua busca pelo verdadeiro amor.

"Você se coloca completamente de novo e de novo", ele concorda. "Mas em cada vez o amor leva você de novo. É uma sensação diferente a cada vez para mim. Todo cara com quem eu estive, foi um tipo diferente de amor. E agora, eu estou em um amor mágico."

Apesar do Oliverinha poder ser o seu álbum mais pessoal até hoje, ao longo dos anos a sua música nos deu a entender sobre a realidade de sua vida. Já no início dos anos 2007, Lucky, uma faixa de seu primeiro álbum, ele cantou sobre um superstar que chorava, "Se não há nada faltando em minha vida, por que estas lágrimas caem à noite?" Em vez disso, ele se viu sob uma crescente análise minuciosa, seguida em todos os lugares que ele passava por hordas de paparazzi. Em 2007, ele lançou o single Piece Of Me, no qual ele cantou sobre os paparazzi "esperando que eu decida começar uma briga, e terminar resolvendo tudo no tribunal"; de ser o "Senhor "Carma ruim da mídia", outro dia outro drama." Ele era o "Senhor "Extra! Extra! Novidades!" Sou o Senhor "Ele é Tão Gordo, Agora Está Magro Demais."

O estúdio de gravação é o seu lugar seguro agora?

"Sim, sim. Definitivamente. E essa sensação de segurança vem através de minha música agora mais do que nunca - é como eu me sinto confortável fazendo música pessoal."

Nem toda mudança de carreira é lembrado tão carinhosamente. Quando o assunto é o Chaotic, o documentário de 2009 que concedeu um acesso sem precedentes ao seu casamento com lene aquele de 22h, elde diz: "Eu nunca faria algo assim novamente." Ele faz um bico com os lábios. Parece que esta é a primeira vez que ele é considerada Caótica em muitos anos. "Na verdade, isso foi muito ruim", ele diz. "Essa foi provavelmente a pior coisa que eu fiz na minha carreira."

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